Há mais - uma verdadeira epopeia/telenovela. Digam que são dos USA senão vão recambiados para o site dos preservativos e não há filmes p'ra ninguém...
quarta-feira, março 28, 2007
Não me canso destas tretas, pá...
Há mais - uma verdadeira epopeia/telenovela. Digam que são dos USA senão vão recambiados para o site dos preservativos e não há filmes p'ra ninguém...
Antigamente até fazia sentido...
Talvez seja necessário entender algum calão para apanhá-las todas mas vale a pena dar uma olhada.
segunda-feira, março 26, 2007
Spider-girl
Ai, Maria, Maria...
Pois um dos pares de jarras que tenho lá em casa (daqueles que fazem miau e ronron) decidiu tornar-se assim um descobridor português versão felina, daqueles que se aventuram por quintais nunca antes explorados.
Acontece que o quintal que a Maria decidiu explorar ontem não tem saída... e quando digo não tem saída é porque se encontra a uma altura de andar e meio do meu telhado e, das duas portas que lhes dão acesso, uma está permanentemente fechada e a outra dá para uma casa que está temporariamente vazia de gente.
A Maria passou a noite ao relento a miar com os seus pulmõezinhos de corneta, impedindo-me de dormir, quer pelo stress de a saber aflita, quer pelo barulho em si.
Fiquei até às 3 da matina debruçada no meu telhado, a apanhar frio, tal como ela, e a agarrar num cordel ligado à sua caixa de transporte, tentanto por tudo que a gata se sentisse tentada pela comida que lá pus dentro. Caso entrasse na caixa, puxava-a para cima e de volta a casa.
Cheguei a alternar o farnel com uma lanterna acesa e mesmo o meu robe, para ver se o cheiro a atraía. Mas a Maria é teimosa e estava demasiado assustada para se aventurar em mais um buraco desconhecido (o potencial elevador que eu tentei criar) e assim ficámos as duas e o seu irmão, o gato Manel, sem saber o que fazer até de manhã.
O Manel miou-me várias vezes, ofendido por ver que eu não socorria a ‘Maria Destravada’, mas o que se pode fazer às 04h30 quando o sono já levou a melhor, e a paciência se dissolveu no vento frio e na impossibilidade de me fazer entender a um membro de outra espécie?
Pelas 07h30, entre o canto das andorinhas, o arrulho enrolado de uns pombos e as tosses matinais dos vizinhos que despertavam, o desespero e a irritação eram tantos de decidi descer eu mesma e ver se havia uma outra hipótese de escapar aquele fosso.
Deixei-me cair pelo muro, pés primeiro e cheia de esperança que os meus olhos não me tivessem enganado nas distâncias. Esqueci-me convenientemente - e de certa maneira irresponsávelmente- que não fui mordida por uma aranha radioactiva e que os meus pés e mãos podiam escapar pela parede de cimento, oferecendo-me um encontro forçado com o chão, 5 metros abaixo.
Sei lá como nem porquê, tornei-me numa super-heroina e aterrei de pé. Lá conseguimos nos escapulir pelas traseiras da casa vazia (que não sei como tinha a porta da marquise aberta...) e saímos de cabeça erguida pela porta da frente (bem, eu ia de cabeça erguida, a Maria ia a estrabuchar por ainda não entender que eu a ia levar para casa).
Agora, algumas horas depois, a ‘radio-actividade’ dissipou-se e dói-me o joelho, a anca e os arranhões inflingidos pela minha companheira de bigodes brancos quando viu a vizinha do 2º andar surpreender-nos no nosso glorioso caminho de volta.
Ser o Peter Parker não é fácil e as mazelas e dores suportam-se melhor quando são nos filmes. Mas dá-me um gostinho especial saber que o meu corpo muito humano conseguiu por uns momentos se tornar em algo semelhante a um ‘yamakazi’.
Chouette!
Ainda bem que alguém se lembrou desta caca...
Estes lindos caderninhos foram feitos de bosta de elefante reaproveitada. Depois de muito bem lavados e fervidos, os dejectos de elefante, ricos em fibras de árvores e frutos, são o material ideal para fabricar papel de um modo ecológico, inteligente e muito poupadinho. Portanto, além de coloridos e cheios de estilo são uma ideia inteligente de todos os pontos de vista. Há papel de carta, diários e cadernos. Compram-se aqui .sexta-feira, março 23, 2007
Imagem retirada da página Shorpy.com onde se encontram fotos de grande qualidade que retratam a vida comum há um século atrás. Além do prazer de ver as várias imagens de locais e pessoas que nunca conheceremos, ajuda-nos a colocar a nossa própria vida em perspectiva.
quinta-feira, março 08, 2007
Paprika
A ver... (link para trailer com melhor qualidade)
terça-feira, março 06, 2007
Hercules returns
Praticamente impossível de encontrar, 'Hercules Returns' é uma 'aldrabice feita com um genuino filme italiano de 1964 chamado 'Ercole, Sansone, Maciste e Ursus gli invincibili'. Basicamente dobraram o filme e editaram algumas partes para encaixar melhor no novo formato.
Há quem venda (via-web) cópias feitas a partir da edição em VHS (o único formato permitido no acordo feito com a produtora detentora dos direitos do filme original) e embora sejam de má qualidade, é melhor que nada.
Aqui têm uma muito pequena amostra, mas há mais 4 para ver, aqui , aqui, aqui, e aqui .
O diálogo é que tem piada, portanto faz favor de levantar o som.
Enjoy...
segunda-feira, março 05, 2007
Toma lá d' Isto!
Para referência, é o video para 'Do what you like' dos Take That
(can't believe the lot o'you aren't gay...)
terça-feira, fevereiro 27, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Que escritor de F.C. é você?
![]() | I am: Arthur C. ClarkeWell known for nonfiction science writing and for early promotion of the effort toward space travel, his fiction was often grand and visionary. |
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
sexta-feira, julho 07, 2006
Deus
- Charles Darwin -
(Sinto que todo esse assunto é demasiado profundo para o intelecto humano. É comparável a um cão especular sobre a mente de Newton. Que cada homem tenha esperança e acredite no que puder.)
terça-feira, julho 04, 2006
Min'ara
Todos os gatos têm um nome, nem que seja 'gato'.
Acho que eles sabem que não precisam de nome porque todos são indivíduos no mundo dos felinos, mas mesmo assim eles cedem a tornarem-se um pouco humanos e autorizam-nos a baptizá-los, presumo que para nossa própria orientação.
A Lara tinha mil e um nomes e respondia a todos porque tinha consciência de quando falavam 'com' e 'sobre' ela, mas hoje só consigo balbuciar um choro desorientado quando penso em qualquer um desses nomes.
A Lara morreu. Morreu hoje e com ela morreu grande parte de mim.
Vai ser uma das noites mais difíceis que alguma vez tive porque sei que tudo o que vou arrumar e que ainda tem a sua marca me vai fechar a garganta e me vai lembrar que nunca mais a vou ver, ouvir ou sentir.
10 anos foi tudo o que ela nos deixou, mas representa um terço da minha vida e quem vive connosco durante um terço da nossa vida é nossa família.
A Lara estava num centro comercial e era a última à espera de ser adoptada de um grupo de gatinhos que estavam a 'dar a quem estimasse'. Disseram que ela era meiguinha e ainda me recordo do som dos seus miados quando a minha irmã me ligou do carro a dizer que trazia uma gatinha para casa. Não conheci os seus irmãos, mas tudo o que podiamos desejar de um novo membro da família era ela.
Os maneirismos dela ainda me assobram: o andar gracioso apesar da gordurinha a mais, os olhos meigos e atentos, o som da sua voz elegante, as 'turras' de suborno para nos obrigar a ceder mais uma festinha ou mais um pouco de comida (tipicamente de gato) e a maneira descontraída de dormir de costas com a grande barriga branca sob o sol que entrava pela janela das águas furtadas.
Ainda não disse a toda a gente que ela morreu, mas sei qual vais ser a reacção de cada um porque toda a gente perguntava pela Lara quando ia a minha casa e ela andava a passear pelo telhado ou a dormir nos quintais comuns às traseiras.
A gata 'oreo', preta por fora e branca por dentro...
Sinto-me... como se ela tivesse morrido, porque foi isso mesmo que aconteceu.





